Como as rede sociais ajudam o melhorar o sistema de saúde?

Mídias sociais ajudam a mapear problemas de saúde pública, mas também espalham boatos que prejudicam o andamento de ações como campanhas de vacinação. Especialistas alertam para a “dosagem” no uso dessa ferramenta.

Wanda Phelloner, da Zâmbia, teve malária aos seis anos de idade. “Fui para o hospital, precisei de cuidados. Mas eles não tinham os medicamentos certos”, contou três anos mais tarde para uma funcionária de uma entidade humanitária. Wanda recuperou a saúde, mas em muitos países africanos mesmo doenças bastante pesquisadas e com cura possível, como a malária, ficam sem tratamento.

Os remédios existem, mas geralmente não estão disponíveis para as pessoas que precisam – farmácias ou unidades locais de saúde não possuem esses produtos em estoque.

Mapeamentos para evitar a falta de remédios

Em 2009, organizações não-governamentais africanas começaram uma campanha para que a falta desses medicamentos importantes fosse protocolada. Em apenas cinco dias, foram identificadas mais de 250 casos no Quênia, Malawi, Uganda e Zâmbia.

Voluntários foram aos locais verificar os estoques de medicamentos. As informações foram enviadas por mensagem de celular aos organizadores da plataforma stopstockouts.org. O site mapeia os dados e mostra onde cada tipo de medicamento está disponível e em que quantidade – e qualquer pessoa pode acessar as informações pela internet.

“Antes dessa iniciativa, de acordo com os governos, não havia faltas de estoque”, explicou Daudi Were. Ele trabalha em Nairobi para a empresa Ushahidi e participou do desenvolvimento da plataforma de dados. “Desde então, podemos confrontar os fatos. Agora é possível discutir as causas da falta de medicamentos. É falta de dinheiro? Há problemas na entrega ou na distribuição? Os envolvidos podem falar agora de forma muito mais concreta com o governo.”

Projetos como o stopstockouts.org usam um princípio conhecido como crowdmapping. Ele oferece a oportunidade de organizar e visualizar dados e saber quem inseriu a informação. Um recurso é particularmente importante na área de saúde pública. “As pessoas da própria localidade sabem que farmácias não têm um medicamento. Os governos têm a chance de usar essa informação para tornar a organização da distribuição mais eficiente”.

Do Deustche Welle – DW

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Nasa divulga imagem inédita com paisagem marciana

Paisagem da cratera Endeavour, em Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Arizona State Univ.)Paisagem da cratera Endeavour, em Marte (Foto: NASA/JPL-Caltech/Cornell/Arizona State Univ.)

A Nasa divulgou uma imagem inédita da paisagem de uma cratera marciana. O panorama é uma montagem elaborada com 817 fotos tiradas entre 21 de dezembro de 2011 e 8 de maio de 2012 pelo jipe-robô Opportunity.

O site da Nasa compara a imagem à “sensação de sentar sobre o veículo e ter a sua vista”. A região apresentada é a da cratera Endeavour, que foi explorada pelo Opportunity ao longo do último inverno marciano.

As marcas registradas no solo são rastros do próprio Opportunity. Na parte de baixo da imagem, também é possível ver os painéis solares do veículo.

Além da beleza estética, a vista fornece importantes dados químicos e geológicos para os cientistas.

O Opportunity está em Marte desde 2004. Ele foi lançado ao planeta vermelho junto a outro jipe-robô, o Spirit, que já não está mais em funcionamento. Em agosto, o mais novo projeto da Nasa para explorar o local, o jipe-robô Curiosity, deve pousar em Marte.

Fotógrafo registra voos noturnos de até 45m de esquilo

Esquilo voador é flagrado em pleno voo entre galhos de árvores (Foto: Kim Taylor/Caters)

Um fotógrafo britânico conseguiu flagrar um esquilo em pleno voo entre galhos de árvores.

Kim Taylor, de 79 anos, capturou as imagens do pequeno esquilo planando por até 45 metros.

O animal é da espécie esquilo-voador-do-sul (Glaucomys volans), que tem hábitos noturnos e pesa cerca de apenas 65 gramas. Eles se alimentam de insetos e nozes.

‘Estes animais são estritamente noturnos e vivem em buracos de árvores, como (por exemplo) buracos abandonados por pica-paus’, disse o fotógrafo.

O esquilo-voador-do-sul (Glaucomys volans) têm hábitos noturnos e pesam apenas 65 gramas. Eles se alimentam de insetos e nozes (Foto: Kim Taylor/Caters)O esquilo-voador-do-sul (Glaucomys volans) têm hábitos noturnos e pesam apenas 65 gramas. Eles se alimentam de insetos e nozes (Foto: Kim Taylor/Caters)

Taylor conta que os esquilos ‘planam de uma árvore para outra com as abas de pele esticadas, perdendo altura enquanto planam e ganhando altura ao subir na próxima árvore’.

O fotógrafo contou que o esquilo fotografado foi mantido em uma espécie de ‘grande arena de voo’. O animal foi colocado em uma caixa colocada no topo de uma árvore, que serviu de ninho.

‘No começo da noite, ele saía do ninho e voava para um dos vários troncos de árvores colocados na arena e então subia para chegar a uma plataforma onde estava o alimento’, contou o fotógrafo.

Para conseguir capturar as imagens, Taylor usou a combinação de câmeras de 150mm e um flash especial de 3.500 volts e alta velocidade, disparado por um raio infravermelho.

Relógios da Terra ganham 1 segundo à meia-noite deste sábado (30)

À meia-noite deste sábado (30), os relógios de todo o mundo vão ganhar um segundo a mais. O mês de julho, portanto, só vai começar após as 23 horas, 59 minutos e 60 segundos.

A medida foi determinada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em janeiro e serve para ajustar o horário universal com o período de rotação da Terra.

Esta é a 25ª vez que esse acréscimo acontece. A última foi há três anos e meio, em 31 de dezembro de 2008.

Isso acontece porque um giro do nosso planeta em torno de si mesmo leva um dia, mas essa duração astronômica de 24 horas não é fixa, ou seja, pode ser um pouco mais rápida ou lenta dependendo de uma série de fatores.

Imagem divulgada nesta terça-feira (19) pela Nasa mostra a Terra vista de sobre o Oceano Ártico, capturada a partir do recentemente lançado pelo satelite S-NPP. O satélite, lançado em 28 de outubro de 2011, circulou a Terra 15 vezes para capturar informaç (Foto: NASA/GSFC/Suomi NPP)Relógios da Terra vão ganhar um segundo à meia-noite deste sábado (30) (Foto: NASA/GSFC/Suomi NPP)

Por causa da força gravitacional que o Sol e principalmente a Lua exercem sobre a Terra, os relógios atômicos – que são os mais precisos do mundo, responsáveis por determinar o horário oficial de Greenwich – precisam ser atualizados de tempos em tempos.

Esse ajuste serve para evitar uma diferença significativa ao longo de centenas de anos e impedir que o nosso horário marque meio-dia quando, na verdade, seriam apenas 10h da manhã.

A proposta da ONU foi apresentada em Genebra, na Suíça, por pesquisadores do Serviço Internacional de Sistemas de Referência sobre a Rotação da Terra, que verifica se os relógios humanos estão em sincronia com o planeta.

Além de ganhar um segundo neste sábado, 2012 é um ano bissexto, com um dia extra (29 de fevereiro) adicionado ao calendário.

Pesquisadores pernambucanos desenvolvem curativo à base de melaço de cana

O curativo é feito com o melaço da cana-de-açúcar

Pesquisadores das Universidades Federal e Rural de Pernambuco desenvolveram um novo tipo de curativo à base de melaço da cana-de-açúcar. O produto, que já está em fase de testes, promete revolucionar o processo de cicatrização da pele já que, além de não ser rejeitado pelo organismo, também não precisa ser trocado.

“O curativo age como se fosse aquela casquinha que se cria no ferimento. Assim que o corte cicatriza, o curativo cai, sem precisar ficar trocando”, disse um dos pesquisadores do projeto, o médico José Lamartine.

De acordo com outro pesquisador, o oftalmologista Francisco Cordeiro, o polímero é resultado de uma fusão entre uma bactéria e o melaço. “Isolamos a bactéria Zooglea sp e adicionamos ao mel de engenho, que resultou nesse polímero totalmente puro e natural, nem nenhum vestígio de fármaco ou toxinas”, explicou.

Por ser feito com materiais orgânicos, o polímero não é rejeitado pelo corpo. Um teste realizado em 40 pacientes da unidade de urologia de um hospital de Pernambuco, foi, segundo Cordeiro, “um sucesso”.

“Foram mais de dez anos de pesquisa para criar esse material biodegradável, que, além do curativo, poderá ser usado para fabricar próteses oculares, e quem sabe até substituir o silicone em alguns tipos de próteses”, comemora.

O produto já foi patenteado pela equipe de médicos, químicos e farmacêuticos que trabalham no projeto. Agora, é só passar por uma análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, se aprovado, poderá ser comercializado no mercado farmacêutico.