Votação para escolha de novo presidente é aberta na França

François Hollande é fotografado durante votação em 1º turno da eleição presidencial na França (Foto: REUTERS/Jacky Naegelen)François Hollande é fotografado durante votação em 1º turno da eleição presidencial na França (Foto: REUTERS/Jacky Naegelen)

Os colégios eleitorais da França abriram as suas portas às 8h deste domingo (22) (3h no horário de Brasília) para o primeiro turno das eleições presidenciais francesas.

Dez candidatos disputam o pleito, com destaque para o atual presidente, Nicolas Sarkozy, que tenta a reeleição, e o socialista François Hollande. Segundo pesquisas de opinião, ambos devem passar para o segundo turno, que acontecerá no dia 6 de maio.

As urnas permanecerão abertas até as 20h (15h no horário de Brasília) para receber os votos de cerca de 45 milhões de eleitores.

A votação começou no sábado para franceses que estão no exterior. Embora os resultados oficiais devam ser anunciados somente na quarta-feira (25), os dados da apuração já serão conhecidos após o fechamento dos colégios eleitorais.

Além de Sarkozy e Hollande, se apresentaram ao pleito outros oito candidatos, sendo que Jean-Luc Mélenchon, da Frente de Esquerda, e a ultradireitista Marine Le Pen, da Frente Nacional, disputam a terceira posição nas intenções de voto, de acordo com as pesquisas.

Atual presidente e candidato à reeleição, Nicolas Sarkozy vota ao lado da mulher, Carla Bruni-Sarkozi, em Paris (Foto: AFP)Atual presidente e candidato à reeleição, Nicolas
Sarkozy em Paris (Foto: AFP)

Também concorrem a ecologista franco-norueguesa Eva Joly, a ultraesquerdista Nathalie Artaud, o centrista François Bayrou, o defensor da soberania Nicolas Dupont-Aignan, o trotskista Philippe Poutou e o gaullista de esquerda Jacques Cheminade.

Nas ruas de Paris, eleitores decepcionados disseram que os principais candidatos ignoraram os desafios que o país enfrenta, incluindo o desemprego em seu nível mais alto em 12 anos e as perspectivas econômicas ruins. “A campanha não foi séria o suficiente. Os assuntos importantes não foram debatidos”, afirmou à agência de notícias Reuters Frederic Le Fevre, um empresário. “Eles se concentraram em argumentos infantis, culpando um ao outro.”

Os candidatos argumentaram por semanas sobre carne e o custo da carteira de habilitação. Até os líderes nas pesquisas tentaram ganhar votos com propostas simbólicas. Hollande, por exemplo, quer tirar a palavra “raça” da Constituição. Sarkozy, por sua vez, quer adiantar o pagamento de pensões mensais em oito dias.

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