Estreia dos cinemas, "Jogos Vorazes" é um "Big Brother" violento

São 24 participantes em busca do prêmio máximo. Apenas um chega ao fim. Câmeras escondidas, espalhadas em um cenário controlado, filmam cada movimento dos jogadores. Há romances falsos e amizades frágeis. O país inteiro fica à frente da TV. Lembra algo?

Pois é. Mas há uma grande diferença entre o “Big Brother” e o filme “Jogos Vorazes”, adaptação do romance homônimo de Suzanne Collins, que já vendeu mais de 30 milhões de livros no mundo: os adolescentes selecionados precisam matar seus oponentes para vencer.

A trama do longa, dirigido por Gary Ross (“A Vida em Preto e Branco”), amplifica a crítica da autora à obsessão moderna por reality shows.

“Há muitos artifícios usados para desviar a atenção das pessoas. A televisão é o ópio das massas”, filosofa o cineasta à Folha.

A personagem Katniss Everdeen, interpretada por Jennifer Lawrence, protagonista do filme "Jogos Vorazes"

A personagem Katniss Everdeen, interpretada por Jennifer Lawrence, protagonista do filme “Jogos Vorazes”

O primeiro capítulo de uma trilogia –completada pelos livros “Em Chamas” e “A Esperança” mostra uma nação futurista dividida em distritos. Para comemorar o fim de uma violenta guerra civil, o governo promove anualmente os “Jogos Vorazes”, nos quais dois representantes de cada distrito lutam até a morte, para deleite geral.

“O livro é muito importante para essa geração obcecada por reality shows e por diversão com a tragédia alheia”, conta Jennifer Lawrence, atriz que encarna Katniss Everdeen, jogadora da região mais pobre do país e grande heroína da saga.

“O que Suzanne escreveu sobre o fato de o entretenimento se tornar um espetáculo bizarro, usado para controle político, é interessante”, diz Ross. “Com o povo entretido, é possível controlá-lo.”

“Jogos Vorazes” está sendo vendido como um novo “Crepúsculo”. Os fãs dos vampiros românticos, porém, podem se chocar com a violência entre os participantes menores de idade. “Não é preciso apelar à violência gratuita para captar a intensidade dos livros, mas não a atenuei”, disse o diretor à revista “Entertainment Weekly”.

folha/f5

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