Otimismo de famílias brasileiras bate recorde

O otimismo das famílias brasileiras em relação à realidade socioeconômica continuou a crescer e passou de 67,2, em dezembro, para 69 pontos em janeiro –o mais alto já registrado desde o início de apuração do índice, em agosto de 2010.

O IEF (Índice de Expectativas das Famílias) foi divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta quinta-feira (9).

O Ipea, órgão ligado à Presidência da República, faz o levantamento mensalmente em 3.810 domicílios, em mais de 200 cidades. Na escala do Ipea, a pontuação acima de 60 pontos indica otimismo; abaixo de 40, pessimismo.

O Centro-Oeste é a região com a maior expectativa positiva para o momento atual: passou de 77,4 pontos, em dezembro, para 84,8 pontos em janeiro. A região Norte foi a única que apresentou decréscimo no otimismo (passou de 62,4 para 62,1 em janeiro).

A região Sul registrou 71 pontos, Sudeste, 68,5, e Nordeste apresentou 66,7 pontos.

Já a expectativa dos brasileiros em relação à economia nos próximos 12 meses é menor do que a confiança no momento atual: Centro-Oeste (84,6), Nordeste (68,9), Norte (67), Sudeste (61,2) e Sul (56,8). O indicador para o Brasil aponta otimismo no nível de 64,9 pontos.

Em relação ao consumo de bens duráveis, 64,4% das famílias acreditam que agora é um bom momento para adquiri-los (ante 57,4% de dezembro), enquanto isso, 32,2% afirmam não ser um momento ideal (ante 39,2%, em dezembro).

MERCADO DE TRABALHO

Cerca de 80,7% dos responsáveis pelos domicílios no país sentem-se seguros em sua ocupação atual.

A região em que os responsáveis pelos domicílios se sentem mais seguros em suas ocupações é a Norte, com 96,1%. A segunda com maior nível de segurança na ocupação do responsável pelo domicílio é região Centro-Oeste (92%). Em seguida aparece a região Sul (88,9%), Sudeste (83,9%).

A região Nordeste é a região com menor perspectiva de segurança no trabalho pelo responsável do domicílio. Esse índice está em queda desde o mês de novembro de 2011, quando marcou 72,3%. Após uma queda no mês de dezembro (67,4%), a expectativa novamente caiu no mês de janeiro, com 63,5%.

ENDIVIDAMENTO

A pesquisa levanta ainda o grau de endividamento familiar: no Brasil, 7,6% das famílias estão muito endividadas (ante 8% no mês anterior) e 57,1% declaram não ter dívidas, ante 56,1% em dezembro.

A maior parte das família muito endividadas fica no Nordeste (12,1%), seguida pelo Norte (9,7%), Sul (5,9%), Sudeste (5,6%) e Centro-Oeste (2,5%) declaram não estar muito endividadas.

Quanto à declaração de não ter dívidas, o percentual das família ficou assim: Centro-Oeste (86%), seguida pelo Sudeste (69,3%), depois Sul (53,9%), Nordeste (39,8%) e, por fim, Norte (32%).

INDICADOR MÊS A MÊS

Janeiro 69

Dezembro 67,2

Novembro 63,7

Outubro 64,7

Setembro 63,1

Agosto 65,2

Julho 63,5

Junho 64,1

Maio 62,9

Abril 63,8

Março 65,3

Fevereiro 65,3

Janeiro 2011 67,2

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