Policiais ocupam sede de TV a cabo do grupo Clarín na Argentina

Agentes da Gendarmería Nacional, força ligada ao Ministério da Segurança Nacional daArgentina, invadiram e ocuparam nesta terça-feira (20) a sede da empresa Cablevisión, TV por assinatura do grupo Clarín, maior conglomerado de mídia do país que tem embates com o governo desde o ano passado.

De acordo com o site do Clarín, os policiais cumprem uma ordem da justiça da cidade de Mendonza, onde a companhia não opera, que é fruto de uma denúncia apresentada pela empresa Supercanal, ligado ao grupo Vila-Manzano, “alinhado ao kirchnerismo”.

Site do Clarín mostra policiais da Gendarmería em frente ao prédio da Cablevisión, em Buenos Aires (Foto: Reprodução)

Site do Clarín mostra policiais da Gendarmería em frente ao prédio da Cablevisión, em Buenos Aires (Foto: Reprodução)

A operação começou às 10h e se estendeu até as 13 horas (horário local). Segundo o Clarín, os policiais deixaram a sede com a chegada dos advogados da empresa, que argumentaram que havia jurisdição para a invasão.

Cerca de 50 homens da Gendarmeria, segundo o Clarín, chegaram à sede da Cablevisión, no bairro de Barracas, acompanhados por funcionários da Justiça e de uma equipe do programa “678”, do canal estatal.

Eles se concentraram no 9º andar do edifício onde, segundo o Clarín, solicitaram diversos documentos a executivos da empresa. “Também revistaram as bolsas de cada pessoa que entrava na sede da companhia”, diz o texto no site do jornal.

De acordo com o jornal, a ordem do juiz Walter Bento se baseia numa denúncia feita pelo Supercanal, do grupo Vila-Manzano, com sede em Mendonza, um “aliado fundamental do governo”. O jornal não detalha o teor das acusações.

Segundo o diário argentino “La Nacion”, o Supercanal tenta na justiça anular a fusão dos grupos Cablevisión e Multicanal.

Em um comunicado, o Cablevisión acusa o grupo Vila-Manzano de “uma manobra com auxílio de um juiz” para tentar “intervir” no grupo e descreve a ocupação como um ato “sem precedentes que se inscreve dentro da sistemática campanha de hostilização que o governo faz às empresas do grupo Clarín”.

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